TOMADA DE POSSE DE ALBUFEIRA MARCA INICIO DE UM NOVO MANDATO AUTÁRQUICO

A cerimónia de tomada de posse dos novos órgãos autárquicos de Albufeira realizou-se a 3 de novembro, perante uma sala cheia, Rui Cristina entrou no Auditório acompanhado do líder do CHEGA, André Ventura, e Rita Matias, sob fortes aplausos, onde se encontravam autarcas cessantes e novos autarcas empossados, representantes de entidades oficiais do concelho e da região, Presidentes de Junta de Freguesia, deputados municipais, dirigentes associativos, personalidades da sociedade civil, convidados institucionais e anónimos, num momento que foi marcado pelo simbolismo democrático e pela responsabilidade da transição do poder local. Este ato solene marca o início de um novo ciclo político, com Rui Cristina a assumir oficialmente funções como Presidente da Câmara Municipal de Albufeira, e com Luna Silva a tomar posse como Presidente da Assembleia Municipal. A cerimónia representou o momento formal de início do mandato autárquico para os próximos quatro anos, estabelecendo as bases do que será, inevitavelmente, um período de governação com expetativas elevadas, com sentido estratégico e com a promessa de um novo tempo para o concelho.


Rui Cristina, agora investido oficialmente como presidente do executivo municipal, inicia aquele que será o seu primeiro mandato à frente da autarquia. Trata-se de um momento determinante na sua carreira política e, simultaneamente, um momento bastante expressivo para o concelho, que enfrenta desafios tão relevantes como a reorganização de prioridades estratégicas, a redefinição de políticas públicas e o reforço da coordenação entre freguesias, serviços e instituições locais. O novo presidente disse acreditar que Albufeira entra numa nova etapa política com expetativa, com confiança e com sentido profundo de missão, assumindo que esta tomada de posse não representa apenas o início formal de funções, mas sim uma linha de partida para um tempo que deverá ser marcado pela proximidade, pela escuta ativa dos cidadãos e por uma governação focada nos resultados práticos e concretos.
A nova Presidente da Assembleia Municipal, Luna Silva, passa também a liderar o órgão deliberativo do Município, onde se cruzam todas as forças políticas com representação autárquica, e onde são debatidas e aprovadas as grandes linhas da governação municipal, as propostas estratégicas do executivo e todas as matérias que influenciam diretamente o futuro do concelho. A Presidente sublinhou a importância da Assembleia Municipal enquanto espaço de pluralidade democrática, como local de debate, fiscalização, argumentação, contraditório responsável e construção de soluções políticas que reflitam a diversidade de pensamento existente entre os representantes eleitos pelos cidadãos de Albufeira. A Assembleia Municipal, segundo afirmou, continuará a ser o fórum institucional onde se encontram diferentes perspetivas, sensibilidades e visões, mas sempre guiada pelo princípio do bem comum e pelo objetivo de servir, de forma equilibrada e transparente, todos os habitantes do concelho.
Uma das ambições do novo ciclo político agora iniciado passa por reforçar a ligação direta com os cidadãos, aproximando a Câmara Municipal das pessoas, dos bairros, das dinâmicas sociais reais e quotidianas e dos problemas concretos. Rui Cristina fez questão de destacar que ouvir o povo de forma frequente, genuína e consequente será uma das suas prioridades políticas fundamentais. Para o autarca, não basta governar a partir de gabinetes ou de relatórios técnicos, é essencial tomar decisões que reflitam fielmente aquilo que os albufeirenses sentem, querem e vivem diariamente. O novo presidente afirmou que a política autárquica deve ser construída “em conformidade com aquilo que as pessoas sentem, desejam e precisam”, e que o compromisso deste executivo será guiado por uma visão de proximidade, fundamento que considera determinante para uma governação equilibrada.
Durante o seu percurso recente, Rui Cristina procurou percorrer o território, conhecer os lugares, observar os problemas e, sobretudo, falar com as pessoas nos seus contextos próprios. Andou pelos sítios mais antigos, percorreu ruas e zonas residenciais, visitou áreas turísticas e zonas de retaguarda urbana e esteve em contacto direto com empresários, trabalhadores sazonais, residentes permanentes, técnicos, comerciantes e visitantes. Essa experiência no terreno contribuiu para a consolidação de uma ligação emocional ao território. O autarca afirmou ter sentido, de forma crescente, que a identidade de Albufeira é uma realidade viva, com densidade própria, com um espírito coletivo muito particular, com cheiro a mar, com alma comunitária e com uma energia humana que vai para além do turismo, dos números e das estatísticas. Rui Cristina declarou que caminhou em cada canto e traçou esse caminho lado a lado com os albufeirenses, chegando ao ponto de dizer que, hoje, já se sente um albufeirense, sentimento esse que será determinante na forma como exercerá as suas responsabilidades à frente da Câmara Municipal, prometendo que não vai governar fechado no gabinete mas sim na rua, com as pessoas, de olhos nos olhos.
No conjunto, tanto o executivo como a Assembleia Municipal, ambos do CHEGA, assumiram, durante a cerimónia, a missão de conduzir o concelho durante os próximos quatro anos com sentido de responsabilidade institucional, com foco no interesse público e com o compromisso de dar continuidade ao desenvolvimento de Albufeira. O concelho é um dos mais reconhecidos internacionalmente enquanto destino turístico, mas é simultaneamente um território com uma dinâmica muito própria a nível social, económico e humano. Aqui vivem milhares de residentes permanentes e temporários, trabalhadores do setor turístico, profissionais de diferentes áreas e famílias que fazem da cidade e das freguesias o seu lugar de vida, não apenas de passagem. Este novo mandato exigirá equilíbrio entre a ambição turística internacional e o quotidiano real de quem mora, trabalha e constrói vida no concelho.
Os novos autarcas sublinharam também a relevância estratégica das Juntas de Freguesia, que representam o primeiro nível de proximidade do poder público com os cidadãos. São as freguesias que conhecem, de forma direta, os problemas das ruas, dos bairros e das comunidades. São as Juntas que lidam com os pedidos do dia-a-dia, com as necessidades mais imediatas e com as realidades locais. Por isso mesmo, a cooperação institucional e operacional entre Câmara Municipal e Juntas será um elemento crítico do novo ciclo autárquico.
A eleita presidente da mesa da assembleia, a segunda mulher a exercer o cargo, deixou uma palavra de agradecimento e reconhecimento aos antigos presidentes da Assembleia Municipal, Paulo Freitas e Francisco Oliveira.
Na cerimónia, não foi esquecida a importância das instituições, associações locais, coletividades, agrupamentos escolares, instituições sociais, entidades privadas e demais organizações que, ao longo dos anos, têm desempenhado um papel fundamental na construção do tecido social e cultural de Albufeira. Estas forças constituem o suporte que mantém o concelho ativo, vivo e resiliente, e é intenção do novo mandato reforçar o diálogo com essas estruturas, para que as políticas públicas possam ser desenhadas com conhecimento do terreno e com participação efetiva das pessoas que atuam nas áreas mais sensíveis.
Com a tomada de posse concluída, inicia-se agora o período de implementação, com a certeza de que a governação será avaliada pelos resultados concretos alcançados. O emprego, as políticas sociais, o equilíbrio turístico, a modernização urbana, o ambiente, a mobilidade, o ordenamento do território, a habitação, a cultura, o desporto e a educação serão áreas onde a população espera ação e transformação. O concelho aguarda medidas, e este ciclo será analisado com base no impacto direto que terá na vida real das pessoas. Esta é, no fundo, a essência do poder local: transformar o quotidiano de forma objetiva e mensurável.
O mandato que agora começa carrega consigo não apenas responsabilidade política, mas responsabilidade humana e comunitária. A democracia constrói-se não só com votos, mas com valores e conduta ética. Governa-se melhor quando se governa com humanidade e esse foi o tom dominante do discurso e da mensagem deixada na cerimónia: “Albufeira entra assim num novo ciclo político e humano, onde a proximidade, o compromisso e o respeito pela identidade local serão determinantes para construir um futuro que honre o passado e sirva verdadeiramente todas as gerações”.

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