Biblioteca Municipal acolhe palestra sobre abuso sexual de crianças e jovens


A Biblioteca Municipal Lídia Jorge recebeu uma palestra promovida pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, em parceria com a Diretoria do Sul da Polícia Judiciária, integrada na campanha “Abril – Mês da Prevenção dos Maus-Tratos na Infância”. A iniciativa teve como objetivo sensibilizar para o abuso sexual de crianças e jovens e reforçar a importância da intervenção das entidades locais.

A Sala Polivalente da Biblioteca Municipal Lídia Jorge acolheu na tarde de ontem, dia 8 de Abril, uma palestra dedicada à discussão do abuso sexual de crianças e jovens. A sessão promovida pela Comissão de Proteção de Crianças e Jovens, em parceria com a Diretoria do Sul da Polícia Judiciária, integrou-se na campanha “Abril – Mês de Prevenção dos Maus-Tratos na Infância” e reuniu várias entidades do concelho, com o objetivo de sensibilizar para esta problemática e reforçar a capacidade de intervenção no terreno.

Foi reforçada a importância do papel das entidades de primeira linha, nomeadamente na forma como comunicam com as vítimas, devendo privilegiar-se uma escuta ativa, com recurso a perguntas abertas sem precipitação. Neste contexto, salientou-se que as declarações das crianças assumem um papel central enquanto meio de prova, sendo essencial saber ouvi-las de forma adequada e sensível.

A sessão contou com a participação da vereadora da Câmara Municipal de Albufeira, Maria Cristina Corado, que salientou a importância da temática e alertou para “o número crescente de referenciações relacionadas com esta problemática no nosso concelho, o que reforça a necessidade de aprofundar o conhecimento e fortalecer a nossa capacidade de intervenção”. Por sua vez a inspetora Joana Silva, da Polícia Judiciária de Faro, investigadora criminal e Mestre em Psicologia Forense, abordou a complexidade destes crimes, sublinhando que “é um desafio falar sobre abuso sexual”.

Durante a intervenção, foi destacada a diferença entre crimes sexuais contra a liberdade, que implicam a ausência de consentimento, e crimes contra a autodeterminação, particularmente quando envolvem crianças e jovens, considerados independentemente do consentimento.

A especialista alertou ainda para o facto de muitos destes crimes serem silenciosos, sustentados pelo medo, pela vergonha e pela manipulação do agressor, fatores que contribuem para o isolamento das vítimas e dificultam a sua deteção.

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