ALBUFEIRA OLHOU O ECLIPSE A PARTIR DO CASTELO DE PADERNECerca de 50 crianças e centenas de participantes acompanharam, ao final da tarde e início da noite, um eclipse solar que atingiu cerca de 93% de ocultação

O Castelo de Paderne foi palco de uma experiência única de ciência, astronomia e património, no final da tarde e início da noite de 12 de agosto. Cerca de 50 crianças participaram numa oficina de construção de observadores solares Pinhole e mais de 500 óculos próprios foram distribuídos gratuitamente. O eclipse foi acompanhado até ao fim e atingiu cerca de 93% de ocultação do Sol.

O Castelo de Paderne ganhou, ao final da tarde e início da noite de 12 de agosto, uma nova dimensão. Entre a história das suas muralhas e a paisagem do interior do concelho, centenas de pessoas voltaram os olhos para o céu para acompanhar um dos fenómenos astronómicos mais aguardados: o eclipse solar.
A iniciativa, integrada na programação do Algarvensis Geoparque Mundial UNESCO, juntou ciência, património, educação e curiosidade num cenário particularmente especial. Cerca de 50 crianças participaram numa oficina de construção de observadores solares Pinhole, aprendendo de forma simples como é possível acompanhar um eclipse através da projeção da imagem do Sol.
A experiência começou pela construção. Com materiais acessíveis, os mais jovens puderam perceber os princípios básicos da observação indireta do Sol e construir o seu próprio instrumento. Depois, chegou o momento de colocar os conhecimentos em prática.
À medida que o eclipse avançava, o Castelo de Paderne foi-se enchendo de participantes preparados para acompanhar o fenómeno em segurança.
No local estiveram o presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Rui Cristina, o vice-presidente, Jorge Carmo, e a vereadora Cristina Corado, que acompanharam a iniciativa e permaneceram no local até ao final do eclipse.
A organização preparou também uma estrutura de apoio à observação, com a distribuição gratuita de mais de 500 óculos específicos para observação solar. Desta forma, crianças, famílias, visitantes e todos os interessados puderam acompanhar diretamente o fenómeno, respeitando as condições de segurança necessárias.
E houve muito para observar.
À medida que a Lua avançava diante do Sol, a luminosidade foi-se alterando e o disco solar assumiu progressivamente a forma de um crescente. O eclipse chegou a cerca de 93% de ocultação, proporcionando aos presentes uma visão particularmente impressionante do fenómeno.
Para muitos dos que estavam no Castelo de Paderne, foi uma oportunidade rara de observar um eclipse solar com equipamento adequado e, simultaneamente, compreender melhor o fenómeno.
Para as crianças, a experiência teve ainda outro significado. Não se limitaram a olhar para o céu: construíram os seus próprios instrumentos, aprenderam como funcionam e utilizaram-nos para acompanhar o eclipse.
A iniciativa foi promovida pela Equipa Municipal de Geoparque do Município de Albufeira, com a participação, apoio e colaboração da Equipa Técnica da Associação Geoparque Algarvensis.
A escolha do Castelo de Paderne acrescentou uma dimensão especial à iniciativa. O património histórico do concelho serviu de cenário a uma experiência científica que aproximou diferentes gerações e demonstrou como a divulgação do conhecimento pode também contribuir para valorizar o território.
Durante várias horas, o Castelo deixou de ser apenas um lugar de memória. Tornou-se um ponto de encontro para quem queria observar, aprender e partilhar uma experiência que acontecia acima das muralhas.
O executivo municipal acompanhou o fenómeno até ao seu final, juntamente com os participantes, num ambiente marcado pela curiosidade e pelo entusiasmo.
Quando o eclipse terminou, ficou a sensação de que aquela noite tinha proporcionado muito mais do que uma simples observação astronómica.
Entre o Castelo de Paderne, as crianças, os mais de 500 óculos distribuídos e centenas de olhares apontados ao céu, Albufeira viveu um momento em que ciência e património se encontraram.
Uma experiência que traduz também a missão do Geoparque Algarvensis: aproximar as pessoas da ciência, despertar a curiosidade e mostrar que o conhecimento pode ser vivido no território, através da descoberta e da experiência.
Naquela noite, no Castelo de Paderne, as crianças não ficaram apenas a olhar para o céu.
Aprenderam a olhar para o Universo.

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