HUGO ESPÍRITO SANTO DOMINA O BALAIA E CONSAGRA A ARTE DO JOGO CURTO

Três voltas, 12 pancadas abaixo do par e um cartão de 48 pancadas deram ao jogador da Quinta das Lágrimas o triunfo no Torneio Internacional de Albufeira Pitch & Putt.

O Balaia Golf Village foi, entre 25 e 27 de outubro, o palco de três dias de golfe de elevado nível competitivo, com jogadores nacionais e internacionais a enfrentarem um percurso onde a precisão, o controlo da distância e a leitura dos greens fizeram toda a diferença.

No campo de nove buracos do Balaia Golf Club, o Torneio Internacional de Albufeira Pitch & Putt confirmou a crescente importância desta disciplina, marcada por um jogo curto de enorme exigência técnica e por margens de erro reduzidas ao mínimo.

Depois do dia dedicado ao reconhecimento do percurso, os jogadores disputaram três voltas em Stroke Play Individual. E foi Hugo Espírito Santo, da Quinta das Lágrimas, quem melhor respondeu à exigência do traçado.

O campeão terminou as três rondas com 150 pancadas, 12 abaixo do par, apresentando uma extraordinária regularidade: 51 pancadas na primeira volta, 48 na segunda e novamente 51 na terceira. O cartão de 48 pancadas acabou por ser um dos momentos altos da competição.

“Foi uma vitória muito trabalhada num campo exigente, onde o jogo curto dita o vencedor. Manter a consistência nas três voltas e fechar o torneio com 12 abaixo do par foi fantástico. O Balaia está de parabéns pela excelente preparação dos greens”, afirmou Hugo Espírito Santo.

Na luta pelo segundo lugar, Finn Gordon, do Clube de Golfe de Vilamoura, protagonizou uma forte recuperação na terceira volta. Depois de 54 e 53 pancadas nas duas primeiras rondas, o jogador assinou um excelente cartão de 47 pancadas, terminando com 154 e oito abaixo do par.

Walter Faustini, da Amendoeira, fechou o pódio com 156 pancadas, seis abaixo do par.

OS DEZ PRIMEIROS

LugarJogadorClubeResultado
1.ºHugo Espírito SantoQuinta das Lágrimas-12 / 150
2.ºFinn GordonC.G. Vilamoura-8 / 154
3.ºWalter FaustiniAmendoeira-6 / 156
4.ºMatteo BalzerAmendoeira-4 / 158
5.ºFernando SequeiraSeniores-1 / 161
6.ºArnaldo ParedesQuinta das Lágrimas+1 / 163
7.ºMiguel SilvaAmendoeira+2 / 164
8.ºPaulo Jorge AlvesSporting Golfe+5 / 167
9.ºGrace GordonC.G. Vilamoura+10 / 172
10.ºCarlos PoucochinhoSeniores+10 / 172

UMA ORGANIZAÇÃO AO MILÍMETRO

O espetáculo dentro do campo foi acompanhado por uma operação organizativa de grande dimensão. Cerca de 20 elementos estiveram envolvidos na realização do torneio, assegurando a coordenação das várias áreas e o acompanhamento dos jogadores durante os três dias.

Liderada pela Diretora de Golfe, Maria José, a equipa garantiu que a competição decorresse com o rigor necessário, desde o primeiro tee até ao último putt no buraco 9.

“Foi um orgulho enorme ver o nosso campo em condições tão excecionais para receber este cartaz internacional de Pitch & Putt. Assistimos a um golfe de altíssimo nível, muito bem exemplificado pela regularidade do Hugo Espírito Santo. A nossa equipa de 20 elementos trabalhou como um autêntico relógio suíço, garantindo que cada detalhe, do primeiro ao último buraco, estivesse impecável”, destacou Maria José.

A exigência técnica do percurso colocou à prova o controlo de distância, a capacidade de aproximação e, sobretudo, a leitura dos greens. Num campo desta natureza, cada pancada pode alterar significativamente a classificação.

Carlos Gomes, em representação do Amendoeira Clube de Golfe, entidade organizadora do torneio, destacou precisamente o nível de exigência e organização alcançado.

“Ver o culminar deste projeto com este nível de excelência desportiva é extraordinário. O Pitch & Putt exige foco absoluto e foi exatamente essa dedicação que encontrámos tanto nos jogadores como na equipa do Balaia, que tornou este torneio uma referência internacional.”

UM “HOLE-IN-ONE” À MESA

Se no relvado o nível foi de excelência, a experiência de Hospitalidade e Food & Beverage (F&B) operou ao nível de um autêntico hole-in-one.

Sob a orientação rigorosa do Diretor de F&B, Mário Guerreiro, o serviço procurou acompanhar o nível de exigência da competição, proporcionando aos atletas e convidados uma experiência de qualidade também fora do campo.

“A nossa missão era prolongar a excelência do campo diretamente para a mesa. Criámos uma atmosfera acolhedora e um serviço ágil e de alta qualidade para que os atletas e acompanhantes pudessem relaxar e desfrutar do melhor do Balaia após a competição”, explicou Mário Guerreiro.

A assinatura gastronómica do evento ficou a cargo do Chef Pedro Antunes, que preparou menus pensados para responder às necessidades dos jogadores depois das exigentes rondas.

A proposta combinou frescura, criatividade e produtos associados à gastronomia algarvia, procurando conciliar a energia necessária à competição com uma experiência gastronómica diferenciadora.

“Para um torneio internacional desta dimensão, desenhámos um menu que equilibra a energia necessária para a alta competição com o requinte e a frescura da cozinha algarvia. Cada prato foi confecionado com o mesmo rigor e precisão que os jogadores aplicam em campo”, explicou Pedro Antunes.

ALBUFEIRA NO MAPA DO GOLFE INTERNACIONAL

Para além da competição, o torneio assumiu também uma dimensão de promoção turística e desportiva, colocando Albufeira como palco de um evento capaz de atrair jogadores e acompanhantes e de projetar o concelho para além da tradicional época alta.

A realização de competições desta natureza contribui para reforçar a ligação entre o golfe, o turismo e a capacidade de acolhimento do Algarve, numa altura em que a diversificação da oferta turística constitui um dos principais desafios do destino.

“Eventos desta envergadura provam que o nosso concelho é um destino de eleição durante todo o ano. Albufeira alia as condições naturais únicas à arte de bem receber, acolhendo atletas de todo o mundo com a hospitalidade, a gastronomia e o profissionalismo que nos caracterizam”, afirmou o vice-presidente da Câmara Municipal de Albufeira, Jorge Carmo.

Também Ricardo Pinto, presidente do IPJ do Algarve, destacou a importância da modalidade e da articulação entre clubes, marcas e entidades públicas.

“O Pitch & Putt é uma vertente fantástica que democratiza e eleva a exigência técnica do golfe. Ver uma organização tão articulada entre os clubes, as marcas e as autarquias locais demonstra a vitalidade e a maturidade desportiva do Algarve. Este torneio é um exemplo de como atrair talento e dinamizar a juventude e o desporto na região.”

UMA VITÓRIA AO MILÍMETRO

Ao longo de três dias, o Balaia Golf Village foi muito mais do que o cenário de uma competição. Foi o ponto de encontro entre desporto, turismo, gastronomia e hospitalidade.

No campo, Hugo Espírito Santo fez a diferença com uma combinação de consistência e precisão que lhe permitiu terminar 12 pancadas abaixo do par. Fora dele, uma equipa de cerca de 20 elementos assegurou que cada detalhe acompanhasse a dimensão do evento.

Entre o rigor de uma aproximação, a velocidade dos greens e a pressão de um putt decisivo, o torneio deixou uma conclusão clara: no Pitch & Putt, o campo pode ser curto, mas a diferença entre ganhar e perder mede-se ao milímetro.

E, no Balaia, quem melhor mediu esses milímetros foi Hugo Espírito Santo.

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